Muitas arritmias passam despercebidas pelo paciente e são descobertas acidentalmente em um exame físico ou em um Eletrocardiograma de rotina. Mas, geralmente, as arritmias se apresentam com sintomas clínicos.
O primeiro e o principal são as palpitações, uma conscientização dos batimentos cardíacos. Os pacientes podem descrever acelerações ou desacelerações intermitentes dos seus batimentos cardíacos, ou um batimento cardíaco acelerado, ou um batimento cardíaco acelerado constante (parece que o meu coração vai sair pela boca). A sensação da palpitação pode ser somente um desconforto no peito, ou uma experiência extremamente desagradável. Os sintomas mais sérios de uma arritmia, que comprometem a função cardíaca podem dar tonturas, sudorese, palidez e síncope. 30 á 40% da população aparentemente saudável apresentam extrassístoles ventriculares, que simulam palpitações de curta duração. (ansiedade, gastrite, refluxo gastroesofágico, depressão e uso de medicações que aumentam a frequência cardíaca).
As arritmias com frequência cardíaca muito elevada, em pacientes portadores de aterosclerose coronariana, podem apresentar dor anginosa.
As arritmias graves que diminuem o débito cardíaco o tratamento é a cardioversão.
As palpitações são as principais manifestações clínicas da tristeza, melancolia, distúrbio do sono, transtorno de ansiedade, climatério, menopausa, e uso abusivo de fumo, álcool e drogas ilícitas.
A investigação, mesmo em pacientes saudáveis, inclui um eletrocardiograma, um teste ergométrico e se necessário um Holter (eletrocardiograma das 24 horas) e exames de laboratório, principalmente para afastar doenças de tireoide. ( 30% das arritmia são causadas por doenças da tireoide)
Em resumo, a maioria das arritmias são manifestações benignas, ou seja, sem doença orgânica no coração.
Escrito por Cardiologista Rui Peixoto 